As Deusas e a MulherA grandeza das deusas mitológicas está na eternidade de sua essência e em sua permanência na mente humana...
Elas refletem diferentes aspectos do si-mesmo e o seu conhecimento permite à mulher compreender e desvendar seus próprios sentimentos e recuperar o seu Eu.
Atender ao chamado de cada deusa (de nós mesmas) e dos diferentes relacionamentos que ecoam em nós, descobrir-lhes o sentido e o significado em nosso cotidiano, é o caminho para resgatar nossa alma.
“... é o tornar-se um consigo mesmo e ao mesmo tempo com a humanidade toda, em que também nos incluímos.” (C. G. Jung)
Uma vez que a mulher se torne consciente das forças que a influenciam, ela obtém o poder que o conhecimento proporciona. As deusas são forças poderosas e invisíveis que modelam o comportamento e influenciam as emoções.
Quando a mulher sabe quais as deusas são as forças dominantes no seu íntimo, ela adquire auto-conhecimento a respeito:
a) da força de certos instintos;
b) das prioridades e habilidades;
c) das possibilidades de encontrar significado pessoal através de escolhas que nem todos poderiam encorajar.
Os padrões das deusas também afetam o relacionamento com os homens. Eles ajudam a explicar algumas das dificuldades e afinidades que certas mulheres têm com certos homens. Tais padrões influenciam as escolhas e a estabilidade dos relacionamentos.
Quando a mulher sente que há uma dimensão mítica para alguma coisa que ela esteja empreendendo, o conhecimento toca e inspira profundos centros criativos nela. Os mitos evocam sentimento e imaginação e tocam temas que são parte da herança coletiva humana. Os mitos gregos – e todos os outros contos de fadas e mitos que ainda são contados há milhares de anos – permanecem correntes e pessoalmente relevantes porque há uma ressonância d verdade neles sobre experiências humanas compartilhadas.
Um mito é como um sonho do qual nos lembramos, até mesmo quando não é compreendido, porque ele é simbolicamente importante. De acordo com o mitologista Joseph Campbell,
“sonho é mito personalizado; mito é sonho despersonalizado.”
Fonte: As Deusas e a Mulher, Jean Shinoda Bolen
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